terça-feira, 8 de março de 2011

*** Educação Ambiental na Prática Educacional


A Educação objetiva formar sujeitos críticos, reflexivos, aptos para o pleno exercício de sua cidadania, conscientes de seus direitos e seus deveres, logo, pode ser considerado como um campo de luta contra a hegemonia política e um instrumento de libertação. Dessa forma, Educação Ambiental, uma das inúmeras dimensões da Educação, pode ser concebida como “um processo de construção da relação humana com o ambiente onde os princípios da responsabilidade, da autonomia, da democracia, entre outros, estejam sempre presentes” (TOZONI REIS, 2003 apud DAIBÉM, 2009, p. 5)
Embora a concepção de Educação Ambiental tenha sido ampliada no decorrer dos últimos anos e as leis federais promulgadas defendem a importância de um ensino voltado para a questão ambiental, muito ainda necessita ser realizado para que essa dimensão da educação alcance sua finalidade.
O que comumente vemos é um ensino sobre as questões ambientais descontextualizado, sem que o educando perceba a aplicabilidade da questão em suas vivências cotidianas, um ensino restrito simplesmente ao comportamento do indivíduo com o meio em que vive.
Ainda é pertinente destacar que muitas vezes, pelos mais diversos motivos, a temática somente é abordada e desenvolvida com a proximidade das datas comemorativas como a Semana do Meio Ambiente e o Dia da Árvore, sendo negligenciada logo após o encerramento das comemorações.
Em minha experiência como professora da Educação Infantil e do Ensino Fundamental percebo que os educandos dessas modalidades estão conscientes de quais atitudes devem ter para que o meio ambiente seja preservado, bem como das consequências pela omissão e pelo descaso com a questão. Bom, teoricamente eles sabem muito bem o que fazer; a questão é que na prática isso não ocorre efetivamente e eles mesmos acabam declarando suas atitudes errôneas em debates e diálogos.
Acredito que esse é o ponto chave. Precisamos pensar numa Educação Ambiental que conscientize verdadeiramente os educandos, tornando-os críticos e reflexivos,, possibilitando aos indivíduos a mudança da concepção que possuem do meio ambiente em que vivem, concomitantemente com a modificação da relação entre tais sujeitos e o meio.
Nós professores também devemos modificar nossos olhares, analisar e explorar as questões ambientais que estão no meio em que vivemos, considerando a vivência dos educandos, assim como o conhecimento prévio que os mesmos possuem acerca da temática. Devemos instigá-los a refletir e a debater, levando-os a participar de todo esse processo de construção de conhecimento e valores.
Numa sociedade consumista e individualista, onde a busca pelo desenvolvimento permite uma exploração desenfreada dos recursos naturais existentes, bem como do próprio homem, somente um trabalho pedagógico sistematizado, embasado no conhecimento científico e em valores atitudinais podem modificar a triste realidade que permeia nosso planeta e a nossa existência.
Concluo com um sábio pensamento indígena “Apenas quando o homem matar o último peixe, poluir o último rio e derrubar a última árvore, irá compreender que dinheiro não se come”.








 
 

REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

DAIBÉM, Ana Maria Lombardi; TALAMONI, Jandira Liria Biscalquini. Educação Ambiental na prática educacional. In: MORAES, Mara Sueli Simão; MARANHE, Elisandra André (orgs.). Educação para temas específicos. São Paulo: Unesp, Pró-Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009, Vol 4, p. 3 – 30.

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