sexta-feira, 18 de março de 2011

*** Raça não existe....

Esta reportagem  é muito interessante e permite-nos realizar uma reflexão acerca da diversidade étnica-racial...


Os gêmeos Alex e Alan Teixeira da Cunha, 18 anos, filhos de pai negro e mãe branca


A decisão da banca da Universidade de Brasília que determina quem tem direito ao privilégio da cota mostra o perigo de classificar as pessoas pela cor da pele – coisa que fizeram os nazistas e o apartheid sul-africano



Rosana Zakabi e Leoleli Camargo

Um absurdo ocorrido em Brasília veio em boa hora. Ele é o sinal de que o Brasil está enveredando pelo perigoso caminho de tentar avaliar as pessoas não pelo conteúdo de seu caráter, mas pela cor de sua pele. No início de maio, o estudante Alan Teixeira da Cunha, de 18 anos, e seu irmão gêmeo, Alex, foram juntos à Universidade de Brasília (UnB) para se inscrever no vestibular. Visto que têm pele morena, eles optaram por disputar o concurso por meio do sistema de cotas raciais. Desde 2004, a UnB – e outras 33 universidades do país – reserva 20% de suas vagas a alunos negros e pardos que conseguem a nota mínima no exame. Alan e Alex são gêmeos univitelinos, ou seja, foram gerados no mesmo óvulo e, fisicamente, são idênticos. Eles se inscreveram no sistema de cotas por acreditar que se enquadram nas regras, já que seu pai é negro e a mãe, branca. Seria de esperar que ambos recebessem igual tratamento. Não foi o que aconteceu. Os "juízes da raça" olharam as fotografias e decidiram: Alex é branco e Alan não.
Alan, que quer prestar vestibular para educação física, foi classificado como preto na subcategoria dos pardos e pode se beneficiar do sistema de cotas. Alex, que pretende cursar nutrição, foi recusado. "Não sei como isso é possível, já que eu e meu irmão somos iguais e tiramos a foto no mesmo dia", diz Alex, que recorreu da decisão. A UnB informa que o recurso está sendo analisado e o resultado sairá nesta quarta-feira. A avaliação divergente dos irmãos Alan e Alex pela UnB é uma prova dos perigos de tentar classificar as pessoas por critério racial. Em todas as partes onde isso foi tentado, mesmo com as mais sólidas justificativas, deu em desastre. Os piores são as loucuras nazistas e as do apartheid na África do Sul. Ambas causaram tormentos sociais terríveis com a criação de campos de concentração e guetos. Os nazistas exterminaram milhões de pessoas, principalmente judeus, em nome da purificação da raça.
Foto Luis Alvarenga/Ag. O Globo
Biologicamente as raças são chamadas de subespécies e definidas como grupos de pessoas – ou animais – que são fisiológica e geneticamente distintos de outros grupos. São da mesma raça os indivíduos que podem cruzar entre si e produzir descendentes férteis. Esse é o conceito científico assentado há décadas. Recentemente, porém, esse conceito foi refinado. Pode haver mais variação genética entre pessoas de uma mesma raça do que entre indivíduos de raças diferentes. Isso significa que um sueco loiro pode ser, no íntimo de seus cromossomos, mais distinto de outro sueco loiro do que de um negro africano. Em resumo, a genética descobriu que raça não existe abaixo da superfície cosmética que define a cor da pele, a textura do cabelo, o formato do crânio, do nariz e dos olhos. Como os seres humanos e a maioria dos animais baseiam suas escolhas sexuais na aparência, a raça firmou-se ao longo da evolução e da história cultural do homem como um poderoso conceito. Em termos cosméticos sempre será assim, mas tentar explicar as diferenças intelectuais, de temperamento ou de reações emocionais pelas diferenças raciais é não apenas estúpido como perigoso.
Daryan Dornelles
O sistema de cotas raciais nas universidades foi uma promessa de campanha do presidente Lula. Embora já encampada pelas universidades, a lei que o regulamenta espera aprovação no Congresso, junto com outra lei temerária que institucionaliza o cisma racial no país: o Estatuto da Igualdade Racial. Caso os dois projetos sejam aprovados, metade das vagas nas universidades federais terá de ser preenchida por negros. O mérito acadêmico fica em segundo plano. Também haverá cotas para negros no funcionalismo público, nas empresas privadas e até nas propagandas da TV. As certidões de nascimento, prontuários médicos e carteiras do INSS terão de informar a raça do portador. Ao matricularem os filhos na escola, os pais terão de informar se eles são negros, brancos ou pardos. A lei de cotas e o estatuto racial são monstruosidades jurídicas que atropelam a Constituição – ao tratar negros e brancos de forma desigual – e oficializam o racismo. Resume a antropóloga Yvonne Maggie, da Universidade Federal do Rio de Janeiro: "A discriminação existe no dia-a-dia e precisa ser combatida, mas, se ambas as leis entrarem em vigor, estaremos construindo legalmente um país dividido em raças, e isso é muito grave. Será como tentar apagar fogo com gasolina".
Fabiano Accorsi
As políticas raciais que se pretende implantar no país por força da lei têm potencial explosivo porque se assentam numa assertiva equivocada: a de que a sociedade brasileira é, em essência, racista. Nada mais falso. Após a abolição da escravatura, em 1888, nunca houve barreiras institucionais aos negros no país. O racismo não conta com o aval de nenhum órgão público. Pelo contrário, as eventuais manifestações racistas são punidas na letra da lei. O fato de existir um enorme contingente de negros pobres no Brasil resulta de circunstâncias históricas, não de uma predisposição dos brancos para impedir a ascensão social dos negros na sociedade – como já foi o caso nos Estados Unidos e na África do Sul. Até as primeiras décadas do século XX, prevalecia o pensamento racista no Brasil. Sociólogos defendiam a tese de que, para o país se desenvolver, era necessário "embranquecê-lo", diminuindo a porção de sangue negro que circulava nas veias do povo. O sociólogo pernambucano Gilberto Freyre foi um dos pioneiros no combate a esse raciocínio perverso, não apenas por nobilizar o papel do negro na formação da identidade nacional brasileira. Freyre foi além disso ao mostrar que as culturas e não as diferenças raciais eram os fatores decisivos nos processos civilizatórios.
Depois de Freyre, a miscigenação racial foi sendo gradualmente aceita até se transformar, hoje, num valor cultural dos brasileiros. A música popular, por exemplo, não cansa de festejá-la. O país tem orgulho da beleza de suas mulatas. Diz o sociólogo Simon Schwartzman, ex-presidente do IBGE: "O preconceito racial existe, mas existe também um histórico de convivência amigável, de aceitação das diferenças raciais, religiosas e culturais que representam um patrimônio a ser aperfeiçoado. Por que não progredir nesse caminho, em vez de dividir a sociedade em raças estanques?".
Fabio Motta/AE
A inspiração para a adoção de cotas "raciais" são os Estados Unidos. Lá, uma secular história de discriminação dos negros foi amenizada pela integração forçada nas escolas e nos locais de trabalho. Nunca houve nada parecido no Brasil. Não há por aqui escolas ou bairros só para negros. Enquanto em alguns estados americanos o casamento entre brancos e negros era proibido, no Brasil é um fato do cotidiano que não causa nenhuma atenção. Quem acha que o problema racial no Brasil é parecido com o dos Estados Unidos, nunca leu os elogios à nossa democracia racial feitos por tantos autores negros americanos. A história tem exemplos eloqüentes de que a oficialização da discriminação racial tem conseqüências desastrosas. O mais notório deles, evidentemente, é o genocídio promovido por Hitler entre os judeus. Os nazistas desenvolveram metodologias para determinar o grau de impureza racial das pessoas e separá-las dos alemães. O geneticista Otmar von Verschuer, mentor de Josef Mengele, o médico-monstro de Auschwitz, foi um dos expoentes desse procedimento. Com base em medidas que incluíam as feições e características do rosto, a cor dos olhos e o tamanho e o formato do crânio, Von Verschuer doutrinou centenas de médicos, funcionários de saúde e oficiais da SS no anti-semitismo pseudocientífico, ou seja, na arte de reconhecer um judeu.
Heloisa Ballarini/AE
A África do Sul viveu décadas de turbulência e esfacelamento da sociedade após instituir, em 1948, o apartheid, que segregava os negros. A nova Constituição, aprovada em 1996, proibiu todo tipo de discriminação racial. O governo tentou incluir os negros na sociedade branca com um conjunto de medidas chamado de "ação afirmativa". Entre elas estava a inclusão de negros em cargos do funcionalismo público e a obrigação das escolas e universidades do país em aceitar cotas de estudantes negros. O resultado foi um desastre. A qualidade do serviço público despencou e o desemprego entre os negros subiu de 36% para 44%. A lição aqui não é a de que os negros fazem um trabalho pior que os brancos. E, sim, a de que, para uma sociedade funcionar perfeitamente, o melhor sistema é distribuir as vagas na universidade e os empregos públicos com base puramente no mérito individual, independentemente da cor da pele.
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Alexandre Durao/Ag. O Globo

A discriminação do diferente ou estrangeiro é tão antiga quanto a civilização. Os gregos viam com desprezo os estrangeiros e os chamavam de "bárbaros" – significando "aqueles que gaguejam" –, por não saberem falar grego. No século XX, a discriminação racial se amparou no raciocínio de cientistas, sociólogos e pensadores hoje relegados à lata de lixo da história. Em 1883, o inglês Francis Galton criou o conceito de eugenia, que pregava o aperfeiçoamento humano através do cruzamento seletivo entre pessoas com características desejáveis, como inteligência ou força física. Pouco antes de Galton, disseminaram-se com sucesso as idéias do franzino e arrogante conde francês Joseph-Arthur de Gobineau. Em seu célebre ensaio A Desigualdade das Raças Humanas, Gobineau defendia a tese de que os alemães, descendentes de um povo mítico, os arianos, representavam a raça suprema no mundo moderno. Chefe da delegação francesa ao Brasil em 1869, o conde previu que logo o país se tornaria terra despovoada em conseqüência dos casamentos inter-raciais. Gobineau achava que negros, brancos e índios não apenas formavam raças diferentes, mas espécies completamente distintas. Portanto, o cruzamento entre elas produziria descendentes estéreis, como a égua e o jumento resultam na mula.
Evelson de Freitas/Folha Imagem
Além de pisotear a Constituição, tratando negros e brancos de forma desigual, o projeto de separar os brasileiros e definir direitos com base na "raça" é também um disparate científico. "Os genes que determinam a cor da pele de uma pessoa são uma parte ínfima do conjunto genético humano – apenas seis dos quase 30.000 que possuímos", diz a geneticista Maria Cátira Bortolini, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Em parceria com o geneticista mineiro Sérgio Pena, Maria Cátira é autora de um estudo recente que mostra que os negros brasileiros por parte de pai têm em média mais genes europeus do que africanos (veja o quadro). Sérgio Pena, por seu turno, divulgou na semana passada um outro estudo, feito em parceria com a BBC Brasil, mostrando que várias celebridades negras brasileiras também têm forte ascendência européia. "Esses estudos mostram que é impossível dividir a humanidade em raças", diz Pena. O grande geneticista italiano Luca Cavalli-Sforza, em seu monumental estudo sobre as raças humanas lançado em 1995, resumia: "Não é que todos os seres humanos sejam iguais, mas as variações dentro de uma mesma comunidade são tão grandes quanto entre comunidades diferentes".
Giluan Barreto/Folha Imagem
A diferença de cor de pele é um fenômeno relativamente recente na história da humanidade. Quando o Homo sapiens surgiu, há 200.000 anos, todos tinham a pele negra e habitavam a África. À medida que foram se espalhando pelo mundo, primeiro na Ásia, depois na Oceania, na Europa e na América, as populações se adaptaram aos novos ambientes. Os cientistas acreditam que a seleção natural exercida nesses ambientes tenha dado origem às diferentes cores de pele e características anatômicas que distinguem as raças. Na África, a pele escura do ser humano foi preservada para protegê-lo do alto grau de radiação ultravioleta do sol. O grupo que migrou para o norte da Europa sofreu uma pressão seletiva no sentido do clareamento da pele para aproveitar melhor o sol fraco e sintetizar a vitamina D, essencial para os ossos. Toda essa diferenciação no tom de pele ocorreu nos últimos 20.000 anos, segundo geneticistas. O Brasil, que tinha o privilégio de ser oficialmente cego em relação à cor da pele de seus habitantes, infelizmente corre o risco de ser mergulhado no ódio racial.
Ana Rojas/Folha Imagem
 
Com reportagem de Thomaz Favaro
 


Fonte: Revista Veja, edição 2011, 6 de junho de 2007.

*** Poema: A Escola ***

A ESCOLA

"Escola é...
o lugar onde se faz amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
O coordenador é gente, o professor é gente,
o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém
nada de ser como o tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
é também criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é se ‘amarrar nela’!
Ora , é lógico...
numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz."



(Poema de Paulo Freire / Fonte: Instituto Paulo Freire - http://www.paulofreire.org/poesias.htm )

*** Educação das relações étnicos-raciais***

O delineamento histórico da questão do negro no Brasil, desde a escravidão, percorrendo pelas leis promulgadas para a libertação dos escravos, culminando no movimento negro das últimas décadas nos permite ter uma visão panorâmica dessa complexa questão.
Embora o Brasil possa ser comparado a um grande mosaico devido a sua enorme diversidade étnica, vivemos num país altamente discriminatório e excludente. Sendo assim, inúmeras leis foram promulgadas e projetos elaborados para promover a igualdade étnico-racial, é impressionante e vergonhoso que algo que deveria ocorrer naturalmente, como o respeito e a garantia de oportunidades teve que ser recorrido a leis, o que também não garante a almejada igualdade.
Um fator pertinente a ser destacado é o uso do material didático que na maior parte das vezes é um disseminador implícito de ideologia, logo, devemos estar atentos para não reproduzir conceitos que intensifiquem as diferenças e gerem ainda mais preconceitos e desigualdade.
Em suma, acredito que o respeito a diversidade étnica deve ser algo inerente ao ser humano, logo, como professores devemos estimular essa reflexão em nossos educandos a partir de um trabalho sistematizado que possa culminar na formação de valores de igualdade e de respeito à diversidade.


REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA

FONSECA, Dagoberto José. Educação das relações étnicos- raciais: o Brasil Afro. In: MORAES, Mara Sueli Simão; MARANHE, Elisandra André (orgs.). Educação para temas específicos. São Paulo: Unesp, Pró-Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009, Vol 4, p.62 - 90.

*** Educação Indígena***

Um olhar panorâmico sobre o desenvolvimento da educação indígena desde o início da colonização do país permite-nos observar que o ensino sempre esteve voltado para a domesticação desses indivíduos, inicialmente para utilização de seus corpos como mão -de-obra escrava e atualmente, para exercício de sua cidadania.
Na obra A conquista da América: a questão do outro, o autor Tzvetan Todorov destaca que a relação com o outro não se dá em apenas uma dimensão, mas em três eixos. Inicialmente nos deparamos com o julgamento de valores, onde o outro é igual ou inferior, nunca superior. O segundo é a ação de aproximação ou de distanciamento em relação ao outro, onde o sujeito pode adotar os valores do outro ou impor-lhe a sua imagem submetendo o próximo ao seu modelo. Em terceiro lugar temos o ‘conhecer’ ou ‘ ignorar’ a identidade do outro.
Relacionando as ideias de Todorov ao tratamento dado pelos nossos colonizadores portugueses aos primeiros habitantes brasileiros, podemos concluir que tais atitudes mostram nitidamente o preconceito existente e a intolerância com aquele que possui uma cultura divergente da cultura concebida como modelo ideal. Esse sentimento de superioridade sobre os demais passa a ser uma justificativa para aprisionar, discriminar, escravizar, maltratar e impor sua cultura aos outros indivíduos.
E infelizmente, essa situação não foi superada em mais de 500 anos de história. Embora a população indígena tenha seus direitos garantidos pela Constituição Federal de 1988 (Capítulo VIII, art. 231) e pelo Estatuto do Índio (Lei nº 6001), ao que se refere às terras que ocupam, suas culturas, tradições e línguas, ainda existe muita discriminação e violência contra os índios em pleno século XXI.
Quanto à Educação Indígena muitas mudanças foram realizadas, mas ainda há uma grande problemática envolvida. Embora esteja exposto na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LEI nº 9394/96) e na Resolução nº 3, de 10/11/1999, do CNE, a garantia dos direitos da população indígena à educação e o funcionamento de suas escolas, muito ainda precisa ser aperfeiçoado.
Dos inúmeros programas desenvolvidos para levar o ensino às aldeias, o que podemos observar é que existe muita dificuldade na adequação do currículo à diversidade étnica, cultural e histórica existente, mas o fator mais preocupante refere-se a desvinculação desse ensino do modelo escolar formal. Afinal, mesmo tentando considerar as peculiaridades de cada aldeia e realizando algumas adaptações no currículo escolar, o projeto político pedagógico das escolas indígenas também estão pautados nas Diretrizes Curriculares Nacionais e, consequentemente, estão sob um modelo comum nacional, sujeitos a descaracterização de sua cultura e tradições.
Nesse âmbito, me chamou muita atenção a questão da aculturação indígena. É incrível que já se passou mais de cinco séculos e ainda existem pessoas que consideram os índios como indivíduos selvagens e sem cultura. Sob esse olhar, oferecer um ensino seria como “torná-los civilizados”, um verdadeiro absurdo.
Acredito que antes de mais nada devemos desenvolver valores de respeito e tolerância à diversidade brasileira, devemos respeitar todos indivíduos independente de etnia, condição sociocultural, religião, .sexo. Nesse caso, devemos respeitar os índios, sua cultura e tradições.
Em suma, podemos concluir que a Educação Indígena ainda consiste num grande desafio a ser superado, mas isso só pode ocorrer a partir de uma relação igualitária e dialógica entre as partes envolvidas.









REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


BRANDÃO, Carlos da Fonseca. LDB passo a passo: Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional Lei nº 9394/96 comentada e interpretada artigo por artigo. 3 ed. São Paulo: Editora Avercamp, 2007.

DOMINGUES, Sergio Augusto. Sujeitos e saberes da Educação Indígena. In: MORAES, Mara Sueli Simão; MARANHE, Elisandra André (orgs.). Educação para populações específicas. São Paulo: Unesp, Pró-Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009, Vol 3, p. 65 – 97.

TODOROV, Tzvetan. A conquista da América: a questão do outro. São Paulo: Martins Fontes, 1998.