Os avanços tecnológicos ocorridos nas últimas décadas do século XX modificaram o quadro populacional brasileiro, uma vez que a maior parte da população deixou a zona rural para viver nos centros urbanos e zonas periféricas. Contudo, os primeiros dados do Censo demográfico de 2010 revelam que mesmo com o intenso êxodo rural, ainda existem mais de 29 milhões de pessoas vivendo nestas áreas.
Considerando que a Educação é um direito subjetivo de todos os indivíduos, a LDB expõe a universalização da educação em seus níveis nas cidades e no campo.
Ao que se refere à Educação no Campo, teoricamente segue o currículo nacional. Entretanto, considerando que a educação tem como objetivo primordial a preparação para o pleno exercício da cidadania e a preparação para o trabalho conclui-se que há uma dificuldade em adequar o currículo às peculiaridades de tal modalidade de ensino.
Não basta implantar um ensino aos moldes do ensino aplicado nos centros urbanos, pois não atendem às necessidades exigidas pela realidade vivenciada pelos educandos. Há necessidade de adaptação do currículo escolar; assim, partindo do conhecimento prévio dos educandos o educador deve dar um significado e aplicabilidade de todo o conteúdo.
Nesse contexto, a Pedagogia da Alternância vem articular a formação teórica e a formação agrícola, respeitando as necessidades do educando em construir um conhecimento científico ao mesmo tempo em que amplia os conhecimentos dos educandos referentes ao campo, respeitando as especificidades dessa área.
REFERÊNCIA BIBLIOGRÁFICA
CENSO 2010. Disponível em: <http://www.censo2010.ibge.gov.br/primeiros_dados_divulgados/index.php>.
MARQUES, Antonio Francisco; ZANATA, Eliana Marques. Sujeito e Saberes da Educação do Campo. IN:MORAES, Mara Sueli Simão; MARANHE, Elisandra André (orgs.). Educação para populações específicas. São Paulo: Unesp, Pró-Reitoria de Extensão, Faculdade de Ciências, 2009, Vol 3, p. 36 - 63.
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